Posts

Blackle

Recebi ontem um mail de um amigo com um desafio interessante, que abraçei na hora, e que gostava de lançar a todos. Segundo alguns estudos, os ecrãs de fundo claro no computador gastam mais energia do que ecrãs em fundo escuro, pelo que surgiu a ideia de disponibilizar um google versão "dark", já que é a página mais usada na internet e muitas vezes é a primeira página visualisada quando cada um de nós abre o seu browser. Com esta pequena alteração podemos passar de um consumo de 74 para 59 watts que, aliado ao efeito multiplicador por um conjunto de users, permite poupanças significativas de energia, sem alterar em nada de relevante os nossos padrões de utilização de internet. Para os que querem saber mais sobre este projecto, consultem http://www.blackle.com/ . Este artigo também está muito interessante: http://ecoiron.blogspot.com/2007/01/black-google-would-save-3000-megawatts.html Espero que depois de ler altere o seu browser por default e passe a mensagem. Não custa nada.

Terras da Heidi

Image
Nestes dias tive uma breve jornada pela terra dos canivetes, relógios e chocolates, ou para os mais moralistas, o país que enriqueceu à conta da lavagem de dinheiro e do sigilo bancário: a Suiça. Nestes dois dias deu para perceber que se vive muito bem em Zurique. A cidade é organizada, muito limpa, com um lago fantástico a dar um ar de Lisboa, onde às 19.00 se viam pessoas a nadar, a remar e a velejar, o que de facto é um previlégio nos dias de hoje. Vantagens de quem entra às 8.30, almoça em meia hora e sai do trabalho às 17.00, há tempo para tudo. No entanto, o nível de vida é bastante elevado. Os preços são bem mais altos do que os daqui do burgo, mas quando se ganha o triplo há sempre orçamento para algumas "loucuras". É prática comum fazer ciclismo na montanha ou aproveitar o fim de semana para visitar uma pista de ski. Fiquei com vontade de lá voltar, provavelmente numa ocasião em que as finanças me permitam uma férias estravagantes, para conhecer com tempo uma cidade ...

Mercado medieval de Óbidos

Image
Fui este fim de semana visitar a vila de Óbidos e o mercado medieval e fiquei agradavelmente surpreendido e como vontade de repetir para o próximo ano, apesar do grande fluxo de pessoas e da confusão instalada. Primeira surpresa, placards enormes com o destaque da vila ser uma das maravilhas de Portugal. O local é excelente, Óbidos tem um encanto muito próprio e a organização montou um conjunto de infraestruturas junto à zona da torre de menagem para recrear toda uma época que faz as delicias de adultos e crianças. Desde um mercado exterior à muralha, onde dezenas de figurantes passeavam por entre os visitantes, a um anfiteatro onde era possível ver espectaculos de fogo e pirotecnia, a cada esquina surgia algo que nos fazia viajar no tempo. No final ainda fui brindado por uma dança árabe interpretada por 3 músicos e uma bailarina, como se de uma despedida se tratasse, a relembrar que para o ano há mais. Mas Óbidos não pára, em agosto irá receber um festival de ópera que promete ser bem...

Salgado ou azedo?

Image
No rescaldo das autárquicas de Lisboa, e a mais que esperada eleição da lista do PS, gostava de reservar algumas linhas para o nº 2 desta lista, o arquitecto Manuel Salgado. Senhor de um currículo criativo onde se destacam o Centro Cultural de Belém e o Estádio do Dragão, este artista do lápis também fez aquele belo edifício junto à Igreja dos Barbadinhos - obra que viola o PDM de Lisboa em vários aspectos - e agora responsável pelo hotel da APL (Administração de Lisboa) na zona de Belém. Ou seja, a premiscuídade em todo o seu explendor. Numa altura em que a classe política arrasta a sua credibilidade pelas ruas da amargura, parece que temos um vice-presidente novo na política mas experiente na arte de ser artista. Parece que agora é o rio que está a saque, com a pressão da APL e a incúria do poder política. Qualquer dia ainda querem construir no Parque Eduardo VII ou mandam o Castelo de S.Jorge abaixo. Ai Lisboa, que triste sina a tua...

O canto do cisne

Image
Nestes anos de jornadas já escrevi muitas páginas, numa sucessão de capítulos de acordo com os dias vividos. Noutras ocasiões, porém, a mudança é de tal forma crítica que senti vontade de fechar o livro para mais tarde recomeçar outro, num contexto diferente e com outro enquadramento. É quase do estilo da literatura clássica, em que os tomos agrupam fases ou ciclos de vida. Nestes dias aproxima-se o fim de um novo ciclo, que antecipava há alguns dias. Escrevem-se as ultimas páginas deste volume. Talvez ainda haja tempo para um epílogo, mas sinto os "ventos de mudança" soprarem aos meus ouvidos e devo seguir o que os meus instintos me dizem. As relações quando terminam deixam sempre marcas. Quando acabei o meu primeiro namoro a sério chorei por uma mulher, quando saí do meu primeiro emprego senti um nó no estomago, e hoje as sensações que experimentei tiveram um mixto de raiva e tristeza, especialmente porque esperava mais dos outros. Pode ser por orgulho, pode ser por teimosi...

Calimero

Hoje ouvi uma notícia, no seguimento de uma peça que a SIC passou ontem, que a Caixa Geral de Aposentações recusou a passagem à reforma de duas professoras por não considerar que as doenças de foro oncológico com que se debatem sejam razão para o abandono precoce do mercado de trabalho. Hoje, com mais calma, apercebi-me que uma das senhoras se encontra ainda em tratamento e com a respectiva baixa até Maio de 2008. Acredito, e sei, que a senhora deve estar a atravessar uma fase difícil, que nestas alturas questionamos tudo na vida e só queremos que a fase da quimioterapia passe. No entanto, acho cómico que alguém saiba como se vai sentir daqui a um ano, especialmente quando a ouço dizer que "não se vê capaz de continuar a trabalhar quando a baixa acabar". Isto é o espelho da mentalidade pequenina que abunda no nosso país. Há pessoas que adoram ser os coitadinhos e de se vitimarem pelos azares da vida. Lembrei-me de uma colega com o mesmo problema, cancro da mama, que se submet...

Apetece-me...

Image
Apetece-me sair daqui, caminhar sem destino, apreciar o que passa à minha volta... Apetece-me cortar amarras e sentir-me um barco de papel, navegando ao sabor da corrente... Apetece-me vaguear ao sabor do vento, sem preocupações, sem trabalho, apenas com a minha companhia de sempre... Apetece-me andar descalço na relva, subir a uma montanha, beber Guinness e ouvir sons familiares... Apetece-me tanta coisa, e as férias ainda não chegaram.