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O stress

Hoje fiquei surpreendido, afinal quando se recebe uma prenda que não se está à espera é sempre agradável. Especialmente vinda de alguém que, nos últimos tempos, tem sido uma boa ouvinte e excelente companhia, especialmente na fase conturbada da mudança profissional. Por várias vezes me cobraram o facto de ser um pouco autoritário e, por vezes, tentar ser mandão, mas foi curioso encontrar do outro lado uma pessoa com um feitio parecido e durante cerca de 6 meses não ter existido um stress. Talvez por isso recebi uma curiosa literatura: "O pequeno livro do stres - A calma é para os fracos". Acho que foi a maneira mais cool que tive de me chamarem fraco mas vou seguir o conselho e stressar-me um bocado. Miúda, obrigado e tu estás no patamar daqueles que têm um lugar de destaque, dos amigos mesmo fixes.

Vietname

A minha geração teve no Vietname o tema principal dos filmes de guerra. Se na altura fiquei deslumbrado ao ver "Apocalypse Now" e comovido com "O caçador" , foi com "Platoon" que vivi mais a imagem dessa guerra e passei a seguir dois actores desde então: Tom Berenger e William Dafoe. Nessa altura Oliver Stone conseguiu também marcar-me com outro filme, "Salvador", onde os dramas de uma guerra cívil neste pequeno país da América Central era visto por um jornalista, numa brilhante interpretação de James Woods. A história é do conhecimento de todos e, depois de "Platoon", nunca mais ouvi o Adágio de Barber sem sentir aquele arrepio na espinha, com o choro das cordas a transportar-me para esta cena. Um grande momento de cinema...

Futurologia

A cadeira chama-se Business Inteligence e o desafio era escrever sobre um dia de um português em 2018, de acordo com as tendências encontradas na pesquisa bibliográfica. A todo o meu grupo obrigado pelas horas dispendidas na recolha de informação, o meu contributo foi mais direccionado para as linhas que podem ler aqui: http://2018emportugal.blogspot.com/ Esperamos que o futuro seja um pouco mais risonho mas admito que fui muito conservador, não adivinho nada de bom para 2018.

Ícones ou talvez não

Desde sempre que os portugueses se viraram para o “filho pródigo”, aquele que quando aparecer irá resolver os males, ao estilo do Messias que veio salvar o mundo. Começou com o D. Sebastião, que alguns esperavam numa madrugada de nevoeiro para livrar Portugal dos espanhóis, como se o jovem imberbe que usou a coroa soubesse governar alguma coisa. Mas nos dias de hoje este sentimento ultrapassa temas e encontra reflexos nas diversas áreas. É no PSD, onde Manuela Ferreira Leite é vista como aquela que irá trazer o PSD de volta ao governo, no Benfica, onde Rui Costa é tido como o salvador do clube a partir do momento que passou a director desportivo e até na selecção, onde Cristiano Ronaldo é visto como aquele que nos vai dar as vitórias e levar Portugal aos ombros. Depois lembro-me de outros factos na história, lembro-me da selecção grega que se sagrou campeã da Europa em Lisboa sem vedetas, da Irlanda, que conseguiu um milagre económico histórico a partir da década de 70 sem heróis indiv...

Felicidade em Portugal

Momento de humor enviado pela amiga Sofia: Diz o Primeiro-Ministro para um dos seus IMENSOS Secretários: - Vou atirar esta nota de 100 Euros pela janela e fazer um português feliz. - Sr.Engenheiro , não acha preferível atirar 2 de 50 e fazer 2 portugueses felizes? - diz o Secretário. - Não faça isso, Sr. Primeiro-Ministro. Atire 20 notas de 5 e faça 20 portugueses felizes! - diz o Escriturário lá no seu canto. Ouvindo isto tudo, reage a senhora de limpeza: Porque é que o senhor Primeiro-Ministro não se atira da janela e faz dez milhões de portugueses felizes?

Um Narciso académico

Nada adivinhava o final do dia de ontem. Era apenas mais um dia de aulas como os outros, complementada com uma apresentação de grupo, a primeira deste último lote de trabalhos. Com o passar dos meses comecei a simpatizar mais com uns colegas do que com outros e é sempre com alguma curiosidade que aguardo as apresentações deles, especialmente porque tenho aprendido umas coisas durante essas sessões. Infelizmente, desta vez fiquei desiludido com o resultado. Sempre achei que o diálogo e a crítica são uma forma de melhorar e nesse sentido nunca deixei de me prenunciar, da mesma forma como gosto de ter feedback do meu trabalho. Só desta maneira consigo identificar áreas de melhoria e crescer na qualidade do que faço e apresento. Nesse sentido critiquei e, desta vez, a resposta à crítica foi agressiva e arrogante. Num ambiente saudável de mestrado, onde o nível dos alunos e das aulas deveria ser elevado, assisti a uma total falta de capacidade de síntese, planeamento e objectividade, que re...

A malta é jovem e tal...

Na passada 2ª feira o presidente de todos os portugueses recebeu cerca de trinta dirigentes das "Jotas" dos diversos partidos, numa tentativa de dar um novo fôlego ao interesse dos jovens pela política. Curiosamente, o mais jovem deputado da assembleia da republica, eleito pelo Bloco, não foi convocoda. Deve ser mais importante ouvir os aprendizes de políticos, que treinam nas joventudes partidárias as práticas que os levarão a ser políticos profissionais, daqueles que se vendem aos lobbies e que pouco trazem de produtivo ao país. Mas se o Anibal tivesse perguntado ao Mestre, eu até lhe dizia porque é que os jovens se divorciam da política. Este sentimento tem vindo a aumentar porque os políticos maribam-se para os jovens. Os jovens não trazem votos, afinal só a partir dos 18 anos é que interessam. Por isso os políticos gastam mais tempo nos mercados e nas feiras a falar com os reformados, a piscar o olho quando atiram umas migalhas à cata de mais um voto. Os jovens sempre...