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Breve raid a Madrid

Ir ao estrangeiro é sempre bom, nem que seja numa viagem relâmpago a terras dos "nuestros hermanos" para um seminário ibérico, que juntou colaboradores da minha empresa e da sua congénere espanhola, dado que a peninsula ibérica é cada vez mais vista como uma área de negócio per si. Valeu a visita a Segóvia e ao Palácio Real de San Idelfonso, a residência de verão da corôa espanhola também conhecida como a Versailles de Espanha. Com sinal menos a gastronomia, que aapós 3 refeições já enjoava, e o trânsito de Madrid. Profissionalmente a viagem foi interessante, já que tive hipótese de ver a actual crise pelos olhos de alguém que a sente com mais medo do que em Portugal. Mas oportunamente voltarei ao tema. Saúdo também a TAP, que nos dois vôos esteve pontual e com um serviço a lembrar outros tempos (os bons). Para o ano há mais.

A reboque da crise

Celebraram-se 4 anos de executivo socialista e ouvi uns comentadores fazerem os balanços do costume. O que foi prometido e o que foi entregue, o que correu bem e o que correu mal nestes últimos anos da rosa. A conjuntura internacional não ajudou e acabou por dar a machadada no optimismos socratiano, que vivia em 2007 como Nero assistiu ao incêndio de Roma ou Hitler no seu bunker em 1945 ainda achava possível ganhar a guerra. A demagogia instalou-se para os lados de S. Bento e os poucos ministros lúcidos desdobram-se em esforços para credibilizar um governo que, actualmente, tem um timoneiro com pés de barro. Muito se escreveu a respeito da crise internacional, do sub-prime, da ausência de regulação e da fome cega do capitalismo pelo lucro fácil. Aqui Portugal está sempre a perder, já que nunca foi um país estruturalmente rico (fomos vivendo da India, do Brasil e de África enquanto pudemos) e restava usar a massa cinzenta para fazer a diferença, ao estilo do que fez a Finlândia, a Dina...

Novidades da musica

O ano ainda só vai em Fevereiro mas adivinha-se um 2009 francamente positivo em relação a concertos. Em Junho Yann Tiersen vem ao CCB e já garanti lugar para ouvir o bretão; Abril é o mês do regresso de Kusturica e a No Smoking Orchestra, desta vez no Campo Pequeno e também consegui comprar os ingressos a tempo para evitar a desilução do outro concerto. Já em Março irei ter a hipótese de ver um dos músicos brasileiros que mais aprecio e que já referenciei aqui. Lenine vem à Aula Magna e estou muito curioso na performance em palco deste excelente compositor. E os concertos da Culturgest adivinham grandes noites de Jazz para os mais aficionados. Que belo 2009 para os meus ouvidos...

Good night, and good luck

Vi este filme a semana passada e fiquei surpreendido. Primeiro, pelo trabalho de George Clooney como realizador. O filme é interessante porque está a preto e branco, recreando uma atmosfera pura da década de 50, com uma banda sonora, onde a televisão dava os primeiros passos como fonte de poder e contestação. Segundo, porque o tema é polémico e, apesar de ter lido umas coisas sobre a época, não conhecia episódios em detalhe. Ao estilo de "Bob", o filme utiiza imagens da altura, especialmente das polémicas intrevenções do senador McCarthy, o homem que liderou um grupo de trabalho na maior caça às bruxas nos Estados Unidos, a perseguição e humilhação de todos os que eram suspeitos de ser comunistas. A guerra fria estava no auge e o "papão" soviético legitimava acções como as de McCarthy, que durante anos aterrorizou os americanos numa vã cruzada para limpar o comunismo do país. BAesado em factos verídicos, o filme retrata a atitude de dois jornalistas da CBS que dec...

Pastos atlânticos

Hoje passei pela Praça de Espanha e vi com os meus olhos a mais recente campanha de divulgação dos Açores: um conjuntos de vacas a pastar no meio de uma das zonas lisboetas com mais trânsito. Os bichos pareciam pacatos mas imagino que já viram mais carros nos últimos dias do que viaturas motorizadas (de 2, 3 ou 4 rodas) na terra de origem. Quem foi o artista com esta ideia, alguém pensou no que passam os animais? Para a próxima tragam o Carlos César e ponham-no a pastar no Parque Eduardo VII, o efeito é o mesmo e ao menos não anda a cheirar tubos de escape.

Cuidado...

A semana foi pródiga em casos e citações hilariantes, que animaram o pessoal aqui no oásis à beira mal plantado. Ficámos a saber que os muçulmanos são levados da breca e que as moças portugueses têm que ter cuidado, porque "podem meter-se em trabalhos que nem Allah sabe onde vão acabar". Sendo Portugal um país francamente tolerante, apesar de manchado pela vergonha da Inquisição e da expulsão dos cristãos-novos, não me admiro que 500 anos depois ainda procurem nas outras religiões uns bodes espiatórios para a falta de fé em Portugal. Qual será o próximo alvo? Aceitam-se apostas... Falando em fé, o nosso 1º começou a organizar as tropas para as próximas eleições, que vêm em catadupa durante 2009. Elas são Europeias, Autarquicas e Legislativas, num rol de tachos para uma elite que pouco produz e muito recebe. Quando se fala em eficácia e racionalização de custos, para quando um simplex à política? Agora a regionalização voltou à ordem do dia e adivinham-se mais uns cargos pub...

Mimos às pingas

Como acontece todos os anos, entrei em 2009 e pouco depois fiquei mais velho. Desta vez voltei a juntar um grupo de amigos mais próximo e celebrei o aniversário à mesa, num regresso ao bairro onde nasci e cresci. Disse quem lá esteve que eu estava muito feliz, é provavel já que juntei pessoas bastante diferentes que me foram acompanhando ao longo destes 37 anos de vida. Pena que alguns não tenham podido ir, uns porque outros capricórnios também celebravam nesse dia, outros por motivos pessoais ou profissionais, outros ainda que nem chateei porque as respectivas estão em fases de gravidez que não aconselham borgas destas. Mas todos eles estiveram lá. Foi um final de dia muito bem passado, a comida estava óptima, o vinho esteve à altura e o clima na hora da partida pedia um after-hours que, infelizmente, não seria possível de realizar. Ficou a oportunidade de ter alguns dos meus amigos bem pertinho e o desejo de ir repetindo isto com outra frequência. No trabalho os colegas foram uns s...