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Comodismo..ou talvez não

Um pouco por todo o lado lemos e ouvimos que os portugueses são um povo acomodado. Falta-nos o espírito de empreendedor, a vontade de arriscar e o desejo de ir mais além, é normal refugiarmo-nos no Estado e esperar que as coisas voltem ao normal por si. Nos últimos anos fui-me “divorciando” do meu clube, fruto das más performances recentes e da forma como decisões estratégicas foram (e são) tomadas. Com o terminar de mais uma época a pão e cerveja (sempre ganhámos a taça da Carlsberg), a revolta de ver o Benfica em 3º lugar depois de umas dezenas de milhões de euros gastos fez-me questionar muita coisa. Para onde caminha este Benfica? Que consequências terão no futuro esta politica de “novo-rico”, onde se esbanjam milhões sem qualquer rigor. De onde vem esse dinheiro e para onde vai ele? Onde está a cultura de exigência que fez este clube o maior de Portugal até à década de 90? Depois de muito pensar, hoje acordei e pensei que tenho o dever de fazer algo. Mas entre o quê, eu que sou um...

A Legião Urbana

Foram uma banda de culto no Brasil e durante mais de uma década marcaram uma geração. Liderada por Renato Russo, a Legião Urbana foi uma voz que chegou bem alto, ora denunciando as injustiças da sociedade brasileira, ora falando de amor. A Legião acabou em 1994 com a morte de Renato mas ainda hoje é um ícone da MPB. "Eduardo e Mónica", a história de uma relação

Dança das cadeiras

Aproxima-se o ciclo eleitoral de 2009 com as eleições e começam as danças das cadeiras, ao estilo do baralha e volta a dar. O PSD escolhe como cabeça de lista o líder do grupo parlamentar, no PS há deputados europeus que passam a candidatos para as Autárquicas, o PP opta pela formula dos laranjas e o Bloco volta a trazer uma figura mais mediática. É triste ver este rebuliço, faz-me lembrar as gaivotas ao final do dia nos portos de pesca, cada uma a tentar uma bicada no que sobra. É gritante a falta de rigor e de qualidade da nossa política, onde cada vez mais a experiência profissional fica para segundo plano e os "profissionais da política" fazem uns meses de Assembleia da Republica, dão uma perninha no Parlamento Europeu e depois acham-se com know-how para assumirem a presidência de uma câmara qualquer. Para quando uma lei que discipline isto, que obrigue a que um cargo deste nível tenha que obedecer a um percurso com o minimo de experiência de vida. Cada vez mais surgem ...

Terra dos chocolates

A última jornada levou-me a terras helvéticas, para uma semana recheada de cultura, neve e muita qualidade de vida. O serviço no aeroporto de Zurique é exemplar e foi uma surpresa ver que as malas chegaram primeiro que os passageiros à zona de recolha. Confesso que esperava menos dos suiços mas as dúvidas dissiparam-se apenas meia hora depois de ter aterrado, quando olhava com curiosidade o mapa da rede ferroviária e uma jovem suiça abordou-nos no sentido de nos esclarecer e colocar no melhor caminho. Para um povo supostamente frio e pouco dado à anglofonia, foi uma surpresa. Tivemos o previlégio de ficar numa vila histórica do norte da Suiça, muito perto de Baden e bem servida por uma rede de transportes que foram a outra surpresa desta jornada. É fantástico planear uma viagem por comboio onde existem dois transfers e ver que as horas de passagem são escrupulosamente seguida ao minuto, com a célebre precisão suiça. Como o tempo era pouco a ideia foi visitar algumas das cidades mais im...

Remember the Titans

Revi ontem este magnífico filme, baseado numa história real, sobre uma equipa de jovens que ultrapassou a barreira racial e transformou uma época num ícone de espírito de equipa, de sacrifício e de camaradagem. Denzel Washington e Bill Paxton personificam os treinadores, onde o segundo é relegado para adjunto mas decide aceitar o cargo em prole dos atletas qe treinou durante anos. É nesta convivência, transportada para o campo por dois jogadores, que se forza a alma dos Titans. Para quem gere equipas, trabalha em equipa e sabe da importância do espírito de grupo, este filme é um clássico que sabe sempre bem rever.

Do outro ládo do Atlântico

"É tão bom ser compreendido". Assim começou ontem o concerto de Lenine, que esteve ao nível da alta espectativa que pessoalmente tinha. Apenas com mais três músicos, Lenine "encheu" numa mistura de MPB, foclore brasileiro e novas sonoridades, levando o público ao rubro com quase duas horas de espectáculo, dois encores e muita interacção durante as diversas músicas. O concerto teve essencialmente duas partes, numa a apresentação do novo albúem e depois um rol de clássicos que fizeram as delícias dos fãs. Afirmando-se como um "Cantor lusófono", e que "metade do que ele é deve-o às suas letras e ao que escreve", Lenine consolidou ainda mais a opinião de um dos maiores músicos brasileiros da actualidade. Se tiverem oportunidade não deixem de ouvir, é música de muita qualidade.

Ode à mediocridade

Ontem o meu Benfica jogou a Taça da Liga e no final da partida pude constatar um conjunto de factos que pessoalmente já esperava. Primeiro, a exibição foi paupérrima, a estilo de outras exibições da época que nos custaram a Taça Uefa de forma tão prematura e a eliminação da Taça de Portugal aos pés do "colosso" Leixões, além de bastantes pontos para o campeonato onde o recente jogo com o Guimarães teve o seu auge. Segundo, para os defensores do Quique, este trofeu teve um sabor especial, misto de campeonato, Taça de Portugal e Uefa. Faz-me lembrar aqueles gelados da Olá do antigamente que eram de Tutii-fruti, onde podiamos saborear diversas frutas num simples bocado de gelo. Terceiro, o nosso treinador continua a ser um "bem-falante". Foi brilhante ver a opinião dele sobre o que foi o "jogo mais importante da época". Para trás estão os empates com Nacional e Setubal e a derrota contra o Guimarães na Luz, o banho de bola frente a este Sporting para o campeo...