Posts

As time goes by

Os tempos andam dificeis para a inspiração, mesmo quando os temas abundam e a vontade de escrever vai despertando os sentidos, mas quem disse que a paternidade é facil deve ter tido, no máximo, um hamster de estimação. Os últimos meses têm sido em alta rotação, com o novo desafio progissional a obrigar a deslocações frequentes a terras da foz do Douro, o rebento a exigir cada vez mais e um condomínio que esteve 2 anos ao abandono, com o risco que isso traz à qualidade de vida do meu "poiso". É nestas alturas que sinto saudades das ilhas britânicas e de uma casa à beira de um loch. Quem sabe um dia. Vão aparecendo, prometo andar mais activo por aqui

O Triunfo

Os Romanos tinham por hábito celebrar uma grande vitória militar com um triunfo, onde o exército vencedor desfilava em parada, juntamente com o espolio da conquista, os escravos e, por fim, o general, que vinha numa quadriga partilhada com um escravo que lhe segurava a coroa de louros enquanto lhe dizia ao ouvido “lembra-te que és apenas um homem”. Todos nós já nos sentimos verdadeiros “generais” com o seu momento de glória, mas sendo homens também temos os nossos erros e algumas más decisões. Pior que decidir mal é não decidir, e como tal, a recente jornada irá ter um desvio súbito mas que faz todo o sentido. Entre felicidade e a imagem, pela primeira vez, decidi ser feliz.

Até onde vai a traição

A mudança é boa e quem me conhece sabe que gosto de mudar. Apura-nos os sentidos, estimula o que de bom há em nós, agita a nossa área de conforto e lança-nos novos desafios. No final, crescemos em cada mudança que temos e emergimos melhores, com mais competências e mais diferenciação. De facto, uma coisa que aprendi e, fazendo eco às palavras de um antigo director - homem experiente que no final da década de 90 já tinha uns anos de multinacionais anglo-saxónicas – “o amor é camisola é fantásticas, mas a primeira camisola que temos que amar é a nossa”. Ora estando eu a digerir a recente mudança, que apesar de condicionada por alguns factos que entretanto acabaram por se revelar antagónicos, cai-me no colo um presente que de tão doce que é não me conseguiu tirar o saber a fel da boca. Como em tudo na vida, é bom sentirmo-nos desejados, especialmente em alturas em que andamos mais inseguros, mas não estava preparado para um acontecimento destes. E agora toda a minha noção de fidelidade fo...

Encruzilhadas

Há alturas em que nos deparamos com jornadas paralelas, caminhos que se cruzam e se afastam, deixando para trás momentos vividos. Cabe a cada um de nós optar, seguir pela estrada de alcatrão, pelo caminho silvestre mais marcado, ou até abrir um novo na boa maneira de Aníbal em plena Guerra Púnica. Os últimos dias têm sido de consolidação numa decisão, no amadurecer sobre a forma de saltar de um comboio para apanhar outro que vai arrancar para outra estação. Só espero que a vida não me pregue uma partida e que tenha força para entregar ao estilo que fui habituado, porque a vontade de vencer é de ferro. Alea jacta est.

A caça ao queijo

Já passaram alguns anos desde que li "Quem mexeu no meu queijo", um livro muito curioso de Spencer Johnson que aborda a mudança e a forma diferente como a encaramos. As quatro personágens são dois ratos, Sniff and Scurry, e dois humanos, Hem e Haw, que vivem num "labirinto" e todos os dias vão ter o com seu "queijo". No entanto, certo dia, o "queijo" desaparece e aqui começam as diferentes reacções. O Sniff parte em busca de um novo "queijo", cheirando pelo "labirinto", o Scurry arranca desenfreadamente pelo "labirinto" para rapidamente encontrar outro "queijo" enquanto os humanos persistem em ir, dia após dia, ao mesmo local para constatar que o "queijo" não volta a aparecer. Entre lamentos e queixumes, onde o sentimento de injustiça prevalece, instala-se um clima onde os humanos renegam a mudança. Muito a custo, e já depois dos ratos encontrarem um novo "queijo", Haw decide separar-se ...

Imagens

Durante alguns anos a fotografia foi um hobby normalmente associado às viagens e pausas de fins de semana mas os meios técnicos nunca foram os mais adequados ou perfeitos. Deste a velhinha Pentax Optio S, que acompanhou a jornada até Florença, à Optio S7 (quando a primeira avariou) até à actual Lumix FZ-18, milhares de fotografias foram sendo tiradas, registando lugares e momentos inesquecíveis. Depois de um workshop mais sério e de muita literatura lida decidi dar o passo seguinte e comprar a minha primeira SLR. Após muitas trocas de opiniões com amigos mais conhecedores do tema, a escolha recaiu sobre uma Nikon D80, um modelo já descontinuado mas que oferece excelentes garantias. De futuro passou a ser a nova companhia de viagem do Guilherme e dos pais.

Dedilhando

Ontem voltei a tocar para uma audência, praticamente 14 anos depois da última audição nos Marista. Desta vez, e sob o tema dos "20 anos da Escola de Música", antigos alunos e professores foram convidados a interpretar alguns temas e a deixar o seu testemunho de uma instituição que continua a cultivar os mesmo principios desde o primeiro dia: ensinar crianças a ter a primeira experiência com a música e a desenvolver alguns skills para que possam "dar o salto" para um nível superior. Depois de rever diversos amigos de longa data, que têm estado ausentes dos últimos anos, tive a oportunidade de dizer algumas palavras e tocar 2 peças, com um nervoso miudinho que há muito tempo não sentia. No final, ficou a promessa de repetir a experiência no futuro com outros antigos alunos que não tiveram a oportunidade de estar presentes. Mas as últimas semanas foram de facto diferentes, trazendo as 6 cordas de novo à rotina do dia a dia.