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O saber

Sempre defendi as pessoas competentes. E sempre me considerei um profissional de referência nos vários locais por onde passei. Mas hoje fiquei surpreendido em ver até onde a arrogância nos pode levar. Os momentos não são fáceis e há "dores" sofridas por todos, mas quando alguém se acha "O MAIOR", só me lembrei do falecido Vitor Batista e da brilhante carreira e posterior declinio. Há quem cultive a humildade, há que goste de provocar ao estilo do Mourinho, mas quando alguém diz que pouco tem a aprender, fico com duas ideias. Primeiro, que a visão está centrada no seu umbigo, uma vez que desconhece tudo o que se passa por este mundo. Segundo, que aprendemos todos os dias, até ao nosso último. Quanto mais olho para traz na vida lembro-me de todos aqueles que tiveram a paciência e a vonta de me ensinar, a todos eles o meu obrigado por me terem tornado na pessoa que sou. Hoje tenho deixar a minha marca, especialmente a todos os que querem aprender algo que eu possa part...

Era uma vez no.....espaço

Recentemente comemorou-se os 50 anos do primeiro homem no espaço. É daqueles nomes, juntamente com a Laika e o Neil Armstrong, que aprendi ainda novinho. Yuri Gargarine foi uma pessoa normal, um filho do povo cuja paixão pela aviação lhe deu um lugar único na história. Por terras lusas, o fim de semana passado teve uma elevada concentração de pessoas no "espaço". Durante dois dias foi constrangedor ver rosa atrás de rosa a debitar propaganda, com a consciência tão leve como um astronauta sem gravidade. Entre cabeças no ar, mentes no espaço e gente na lua, parecia que o congresso se passava no Cape Canaveral. Por momentos cheirava a carnaval fora de época, só faltou o trio eléctrico e os cabeçudos. Apesar de não ficar para a história como Gargarine, o bacharel de engenharia cívil assume-se como forte candidato a pior primeiro ministro desde os tempos do PREC. E sem tirar os pés do chão...

Tragam o piche

Os últimos dias lembraram-me os livros do Lucky Luke e o tratamento que davam a todos os biltres, mentirosos e batoteiros jogadores de cartas, Quando eram descobertos, lá vinha o carril do comboio, as penas e o piche para dar o banho da praxe, premiando o aldrabão e honrando-o com uma manifestação de "carinho". Lembro-me disto e imagino o Zé, engenheiro mal formado mas com nota elevada no inglês técnico, a descer a rua de S. Bento, sentado no carril e bem pichado, com penas de pombo e gaivota em todo o corpo. Infelizmente, é apenas um sonho e mais uma vez a verdade nunca virá ao de cima, como as escutas escondidas, o Freeport oculto, a casa da mãe reformada, a escritura 40% mais barata que os vizinhos, e todo o rol de mau carácter e pouca educação que trazem a lume a má educação do primeiro ministro mais aldrabão de Portugal, ao nível do pior que se fazia na 1ª Republica. No final, resta a hipocrisia e a vitimização, o discurso da cabala e a total ausência de responsabilidade...

Tiro ao alvo

Recentemente fizeram 25 anos sobre o assassinato de Olaf Palme na Suécia, primeiro ministro socialista, por motivos que nunca se conseguiram perceber. O seu assassinato foi da responsabilidade de um toxicodependente mas ao estilo de JFK, as razões reais continuam por descobrir. Por terras lusas, primeiro foi D. Carlos I a cair sob as balas do carbonário Manuel Buiça em 1908, enquanto em 1918 Sidónio Pais, presidente da républica, também foi alvo das balas, desta vez pelo também republicano José Julio da Costa. Com tanto histórico fico com a esperança que alguém leia isto e ganhe motivação extra...

A ira dos deuses

Se há cultura que admiro desde miuda é a japonesa. A sabedoria milenar, a honra, a sociedade, o respeito pelo próximo sempre me fascinaram. Por isso sigo as últimas notícias com um mixto de orgulho e angústia . Orgulho pela forma disciplinada como reagiram a um sismo e tsunami colossal, numa demonstração que a natureza está completamente fora do controle humano. Angústia porque depois de Hiroxima e Nagasaki, é triste que este país, que já sentiu de forma dolorosa a radiação e o nuclear, volte a sofrer de algo semelhante. Espero que tudo corra pelo melhor e que os heróis que hoje dão a vida para impedir a tragédia seja bem sucessidos, mesmo quando sabem que vão pagar o preço final pela missão que estão a cumprir.

Quem será o parvo?

Depois de ver umas entrevistas em directo, cada vez que convenço mais que a classe política é o reflexo do país que temos e que por mais idiotas que sejam os nossos líderes, o povo também não ajuda. Primeiro, anda tudo à procura do emprego para a vida, quando a realidade do mundo na última década mudou completamente. Ao ponto de quem está a contrato se sentir "precário", quando deviam pensar em mostrar as suas qualidades e trazer valor acrescentado a quem os emprega. A este ritmo querem todos trabalhar para o Estado. Segundo, se esta é a geração mais bem formada de Portugal, é o reflexo de 3 governos rosinhas com um interregno laranja, que durou pouco tempo devido a um golpe palaciano oriundo de Belém. Que esta geração é a mais licenciada de Portugal, disso não tenho dúvida. A mais bem formada duvido muito, quando vejo no grosso de quem reclama licenciados em Relações Internacionais, Sociologia, Artes Plásticas, Comunicação Social, etc etc, tudo cursos que até o Louis Braille...

Que parvos são eles

Os últimos dias foram interessantes e muito bem dispostos. Contra tudo e sem que se esperasse, a luta marcou pontos no cancioneiro nacional, revoltando os pseudo-intlectuais da cultura lusa pela "vilania" de uma vitória democrática. Afinal, não é só o Grande Irmão e os pseudo-famosos que surgem à conta das chamadas de valor acrescentado. Para mim foi um prazer ver uns outsiders poderem comentar como Julio César no Ponto: "Vini, Vidi, Vici". À pura maneira da luta, o megafone passou a ser uma arma de contestação, e um grupo de jovens fez uma brincadeira ao "Enginheiro", que no final lá fez um sorriso amarelo e desculpou-se com o carnaval. Felizmente este ano fomos poupados ao folião da Pérola do Atlântico, desaconselhado de fazer mais figuras tristes por questões de saúde. Para a semana limpam-se as espingardas e espera-se que a manif do dia 12 seja de arromba, só espero que o Zé de cá não aprenda com o Zé Du e agrafe uns poucos na véspera para abafar as vo...