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Memórias eternas

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Amanhã é dia 6 de Junho. Este dia ficou para a história como o Dia D, o dia dos dias em que se iniciou a libertação da europa ocidental do ocupação nazi. Passaram 74 anos e as memórias dos que viveram esses dias são cada vez mais reduzidas, à medida que muitos dos sobreviventes vão falecendo com o peso dos anos. 
Curiosamente, o dia de hoje, 5 de Junho foi o dia do assassinato de Robert Kennedy. Nesse trágico ano de 1968, com cerca de dois meses de diferença, perderem a vida duas das personalidades mais tolerantes e disruptivas da sociedade americana. Deixo um discurso brilhante, de improviso, em que Robert Kennedy anunciou em Indianápolis a morte de Martin Luther King. Por todo o sul rebentaram motins de revolta, mas o povo de Indianápolis foi sereno num momento de raiva e amargura.

O meu tributo a um grande político, cuja familia foi perseguida pela tragédia.

Telhados de vidro

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Voltando ao futebol, esta época foi marcado por muitos casos, que geraram muito ruído e acabaram depois por terem um efeito ricochete.
Bruno de Carvalho acusou o Benfica de subornar árbitros com vouchers e camisolas e está neste momento a braços com um problema grave com a investigação aos resultados do andebol.
O Porto, rei dos tempos do apito dourado, fala agora em cartilhas e toupeiras, enquanto o Benfica se fecha em copas e ameaça com queixas crime. Por onde andam os tempos de Donato Ramos, Olegàrio Benquerença, José Guimaro, a fruta e o chocolate.
A realidade é que hoje as pedras têm vai e vem, e por mais que se queiram acusar certos culpados, há sempre dano colateral a quem as atira. E falando em pedras (mil desculpas mas não consegui o vídeo traduzido)...


Final da época

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E hoje terminou a época futebolistica, este ano com a promessa de um Junho mais animado devido ao mundial da Russia, sobre o qual falarei mais tarde. 
O campeão foi justo, pois no ultimo derbi na Luz foi a unica equipa que quis ganhar, a taça de Portugal vai ficar na historia pela vitória do David frente a um Golias, que apesar de muito mais forte sofreu o maior terramoto da sua história após os acontecimentos de Alcochete. Curiosamente, o distinto presidente do clube de Alvalade entendeu não ir ao Jamor por não ter condições mas ainda não tinham terminado os noventa minutos e já estava ativo nas redes sociais a pedir harmonia familiar e solidariedade institucional.
Hoje muita gente se esquece que o que se escreve na internet chega facilmente a muita gente, e que textos a quente são muitas vezes o catalisador de outros males. Dá vontade de ter um par de olhos a rever o que escrever, ao estilo do clássico que aqui deixo. Para o ano há mais...

Olhos de quatro patas

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O mundo está virado ao contrário. Enquanto as prioridades das esquerdas nisto da igualdade de género quer colocar jovens de 16 anos a decidir sobre algo irreversível, ontem li que uma associação quer agir contra uma tia de Cascais por ter chamado a dois homossexuais um termo comum ao vernáculo luso. Com todo o respeito pelas pessoas que são diferentes, também constatei após ouvir (mais uma) grande reportagem da TSF que em Portugal apenas existe uma escola de cães-guia, de onde saiem anualmente entre 12 a 18 animais treinados, que durante cerca de uma década são os olhos do seu “dono”, pois os animais são propriedade da escola. Percebi na referida peça que o atual problema é a substituição de animais, pois a reforma é um direito destes canídeos, e que há pessoas a aguardar mais de um ano por um companheiro que lhes restitui o dom da “visão”.  Com tanta gente a defender a igualdade de direitos, fico perplexo com tanta preocupação na discussão da pilinha e do pipi e constato que, de fac…

Fusão perfeita

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Sempre gostei dos sons "duros" de uma guitarra e AC/DC foram um marco da minha adolescência. Recentemente passei o concerto pois fiquei vacinado de ver o Axl Rose em palco em 1991, mas quando por acaso me cruzei com este grande "dueto" não podia deixar de o partilhar. 
Nos últimos anos considero os Muse uma das bandas referencia, afinal ter apenas três músicos a encher um palco (justiça seja feita que ao vivo há um quarto elemento) mas ouvir o Matt Bellamy a tocar um dos riffs mais famosos do Angus Young é mel para os meus ouvidos que anseiam por musica deste estilo.
Fica a partilha.

Já chegou a primavera?

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Não querendo parecer injusto com o S. Pedro, que em 2017 deve ter contrariado meio mundo e tirou férias noutro destino que não Portugal, e depois de um tímido registo de pluviosidade em Janeiro e Fevereiro deste ano, foi com alegria que li que só em Março choveu mais que nos seis meses antes, e que a benesse permitiu recuperar o país de uma seca que se prolongava há cerca de dois anos e cujas marcas se notaram de forma evidente por todo o pais. 
Estando-se a aproximar o fim do mês das "águas mil", espero que Maio nos brinde com um tempo digno da estação e que comecemos a deixar a roupa de chuva em casa. Até lá, vamos vendo a chuva intervalada com o sol.


Escolhas

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Recentemente começou o meu novo desafio, com algum nervoso miudinho relativamente à receção pelos meus pares e com a certeza que irei continuar a entregar ao nível que sempre habituei quer as chefias quer os colegas.

Sendo a vida feita de escolhas, deixo uma bela versão de um clássico dos Chungitos (uma banda romani da vizinha Badajoz) que foi elevada a um nível de excelência por Manu Chao.