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Showing posts from December, 2007

Na ressaca da consoada

Trabalhar nesta altura é muito bom. Trânsito nem vê-lo, os telefones pouco tocam e há mais do que tempo para por na ordem as coisas que importam, fechar o ano de 2007 e planear o que fazer em 2008. E escrever um bocadinho...

Ao fazer um pequeno balanço dos últimos dias, soube pelo Sócrates que o país está no bom caminho, com o déficit finalmente controlado e o crescimento económico de 2007 a rondar os 2%. Só espero que a crise dos Estados Unidos passe ao lado, o petróleo se fique pelos 100 dólares e os Democratas voltem ao poder, sempre ajuda a um 2008 mais positivo economicamente.

Do lado das autarquias, Lisboa poupou nas iluminações de Natal e no jantar de consoada da CML, já que 6500 pessoas e os 140 mil euros faziam falta na tesouraria no nosso Mayor. Por outro lado, Rui Rio apresentou o orçamento de 2008, onde a câmara da Invicta prevê ter um ano sem perder dinheiro. A este ritmo só param o Rio em S.Bento, afinal há pouco pessoal a saber fazer contas.

Finalmente um Natal menos sangr…

Prendas

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E como no Natal é época de presentes, este ano recebi um ícone da 7ª arte, um DVD que procurava há algum tempo mas que teimava em não sair. Nesta quadra, veio em dose industrial, numa colecção de 5 discos com o Final Cut, o Director's Cut, a versão original, o Making of..., enfim, tudo o que podemos querer saber de Blade Runner.


Obra prima de Ridley Scott, fez este ano 25 anos mas contínua bem original. Os efeitos especiais não são os mais elaborado (estou curioso por ver este Final Cut) mas o filme mostra-nos um Harrison Ford e um Rutger Hauer muito jovens, brilhantemente conduzidos por um realizador que se afirmava na ficção científica depois de Alien - o 8º passageiro.

Mais um belo filme para guardar na videoteca, depois dou feedback aos mais curiosos.



Natal

E assim caminhamos a passos largos para o final de mais um ano, sem esquecer a paragem obrigatória do 24 de Dezembro, expoente máximo do consumismo da sociedade ocidentale onde tentamos todos, pelo menos um dia, fazer deste planeta um mundo melhor. Pena que a 26 os discursos de solidariedade fiquem na gaveta, o ambiente contínue a ficar para 2º plano (nem imagino as toneladas de lixo motivadas pela quadra festiva) e a expectativa que "para o ano é que isto muda" volte a inundar os corações da plebe. Já nem falo sobre o significado religioso do dia, numa altura em que tanta coisa é questionada. Para os amigos (sim, os leitores são amigos) que costumam parar por aqui, desejo-vos um Feliz Natal.

Porreiro, pá

Quando muito se fala de natalidade e de apoios do estado a quem é, ou vai ser, mãe, dou por mim a pensar que mais uma vez se dão peixes em vez de ensinar a pescar.

Sempre fui contra a política dos subsídios. Geram ineficácia e apenas servem para mascarar a consciência do poder político e, na realidade, pouco mudam a vida das pessoas. Dei por mim a pensar no que deveria ser uma política de natalidade a sério, daquelas tipo países nórdicos e surgiu-me uma ideia.

E se o nosso primeiro abrisse creches sem custo para os pais, onde todos pudessem deixar as criancinhas quando vão trabalhar, onde o ensino pré-escolar fosse dado gratuitamente a toda a população? De certeza que uma medida destas valia mais do que 50€ por mês que cada agregado familiar recebe por criança, já que hoje proliferam os infantários pagos a peso de ouro. Se calhar a medida não interessa, dado que pode afectar os negócios da malta amiga mas tenho a certeza que ficaria mais barato para os pais e seria um investimento nas g…

Descomprimir

Diz a lenda que Bocage, ao chegar a casa um certo dia, ouviu um barulho estranho vindo do seu quintal.

Chegando lá, constatou um ladrão tentando levar seus patos de criação. Aproximou-se vagarosamente do indivíduo e, surpreendendo-o ao tentar pular o muro com os seus amados patos, disse-lhe:

"- Oh, bucéfalo anácrono! Não o interpelo pelo valor intrínseco dos bípedes palmípedes, mas sim pelo acto vil e sorrateiro de profanares o recôndito da minha habitação, levando meus ovíparos à sorrelfa e à socapa.

Se fazes isso por necessidade, transijo... mas se é para zombares da minha elevada prosopopeia de cidadão digno e honrado, dar-te-ei com a minha bengala fosfórica bem no alto da tua sinagoga, e o farei com tal ímpeto que te reduzirei à quinquagésima potência que o vulgo denomina nada. "

E o ladrão, confuso, diz:- "Fidalgo, afinal eu levo ou deixo os patos?"

Uma da manhã

Acordei.

Virei-me na cama e senti o espaço vazio ao meu lado, o frio dos lençois quando não estás por casa. Dei voltas e voltas mas não consegui adormecer, falta o embalar e o calor do teu corpo.

Acordei assim, mas sei que amanhã vou dormir melhor.

CImeiras e afins

Com a arrumar do palco e a debandada dos "artistas" é altura de falar da cimeira que baralhou a vida dos lisboetas nos ultimos dias. Tivemos de tudo, desde a tenda das arábias onde a bandeira líbia desfraldada no forte de S. Julião se via a 500 metros, hoteis lotados pelas comitivas africanas e muita ostentação. Não era vivo na altura mas acredito que a embaixada de D. Manuel ao Papa Leão X, que até tinha elefantes, tenha tido o mesmo fausto e impacto a quem a presenciou.

É uma vergonha ver a classe dirigente de alguns dos países mais pobres do mundo a pessearem-se por uma Europa ávida de matérias primas e petróleo e desejosa de estancar a imigração ilegal proveniente do continente africano. Felizmente há exemplos de democracia em África, muito poucos ainda, para mostrar que a evolução é possível e que no futuro se poderá viver bem em África, mas para isso é necessário passar das intenções às acções.

Garantir riqueza nos países africanos, possibilitar a exportação de produtos…

Surpresa

Que este final de ano estava a ser dos mais dificeis dos ultimos tempos não era novidade. Chego a Dezembro a pensar quanto vale a qualidade de vida, o descanso de espírito e a suposta "carreira" que profissionalmente norteia todos os movimentos que damos. Quanto vale um cartão a dizer Director e um carro de segmento mais alto, se o brilho nos olhos desaparece e o sorriso apenas se manifesta timidamente no dia a dia.


Enquanto vivo dilema, ontem fui assaltado por um mixto de emoções em pleno jantar natalício da empresa. Fui reconhecido como um dos que mais se destacou e destaco com o prémio Solve 2007. Sob o apoio de dezenas de colegas, alguns deles parceiros e conhecedores destes dias menos bons, recebi-o da mão do presidente da companhia com um "Very well deserved" e pensei, quanto vale isto?


Se calhar o desculpar do que se tem passado e o encarar de 2008 como um ano ainda mais desafiante e mais exigente. Mas para mim, o momento não teve preço.



P.S. - O prémio, apesar…

Manos

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O passado fim de semana voltou a ser de tinta e, apesar de continuar ausente das lides, não deixei de torçer pelos amigos e esperar ansiosamente pelos resultados.

Desta vez a honra vai para os 5 men, com uma brilhante vitória em Amador 5. Ao saber o resultado sorri de orelha a orelha, deposito muita fé nestes guerreiros desde o primeiro dia que treinaram com o Bando. No fundo, serão sempre a minha equipa por tudo o que passámos na ultima época e pela preocupação em garantir reforços de qualidade para esta, conseguindo agarrar outro grupo de amigos com alguns anos e transformar os 5.2 num conjunto com grande potencial. Agora é continuar.

Quanto aos 7 men, a formação dos manos mais velhos com quem me iniciei no airball, o 4º lugar soube a pouco mas, por outro lado, em duas provas foram os únicos a repetir a presença nas finais. Ainda faltam 3 jornadas e muito vai acontecer mas o Bando termina o ano ao seu melhor nível. Em janeiro há mais.