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Showing posts from October, 2007

Dilbert

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Apesar de não ser uma BD muito colorida nem de ter personagens com "estilo", as vinhetas do Dilbert fazem sorrir no dia a dia. Talvez porque sentir que, neste mundo do trabalho, todos de nós já passámos por Dilbert numa determinada fase da nossa vida. Ficam algumas pérolas:


Black Hawk Down

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"Só os mortos vêm o fim da guerra" - Platão

Ontem revi esta obra prima de Ridley Scott, que detalha uma operação americana na Somália que visavam capturar Aidid, um senhor da guerra de Mogadisho. Filmado em Marrocos, na ressaca da produção de Gladiador, este filme tem uma dimensão real que nos transporta para as ruas da cidade, passando toda a intensidade vivida pelos personagens.

Talvez por ser um acontecimento recente, lembro-me da capa da Time com as imagens dos corpos americanos a serem carregados com alegria pelos somalis, senti este filme de forma diferente. Não há bons nem maus na guerra e mesmo as causas nobres são toldadas pelos interesses políticos.

Para a história ficam o punhado de bravos que combateram num país que se consumia numa guerra cívil estéril e a população que sofre às mãos dos supostos "libertadores". E um grande filme, que ficou para a história.

Momento de descontração

Com o passar dos dias as coisas vão-se compondo e o Mestre anda mais calmo. Lembrei-me daquela velha máxima:

"No túnel mais escuro não desistas porque há sempre uma luz lá no fundo. Mas cuidado, não vá ser o comboio a aproximar-se na tua direcção."

Liderança by Jorge Araújo

Hoje tive oportunidade de ouvir esse professor, ex-treinador de basketball onde ganhou diversos títulos, a falar sobre liderança, motivação e gestão de equipas. O paralelismo que existe entre o desporto colectivo e a vida empresarial é evidente, uma equipa de basket vale pelo seu todo, os individualismos não beneficiam o trabalho de equipa e o altruísmo não é caracteristica que abunde na maioria dos portugueses.

Foram dados alguns exemplos práticos de como as pessoas encaram o trabalhar com outros, como se motivam (ou desmotivam) e como devem ser liderados na procura de um objectivo comum. De toda a palestra gostava de salientar algumas ideias chave:
- O líder cresce quando deixa de olhar para o seu umbigo - quem lidera deve ter uma mente aberta e assumir que não sabe tudo. - Se esperamos que as pessoas reagam de uma forma numa situação extrema devemos treiná-las para isso.
- Liderar implica muito coaching, falar nas questões base e deixar as pessoas atingir os resultados por si.

E finalme…

Astro Empires

Já fui muto fã de jogos de PC e perdi horas agarrada à maquina na tentativa de passar para o nível seguinte ou conquistar o ultimo adversário. Hoje vejo que o tempo vale muito mais e não deve ser investido frente a um monitor. No entanto, o "bichinho" anda por cá e actualmente tenho jogado algo de diferente, num conceito de "real time" que actualmente abunda na net.

Estes jogos correm no nosso tempo real, cada hora de jogo é uma hora das nossas, o que torna o jogo menos "exigente" apesar de ser um pouco viciante. Não ganhamos mais em estar agarrados a ele, já que o tempo supera tudo e se uma coisa demora 3 horas a fazer, não vale a pena andar a olhar para os minutos a passar porque o tempo não corre mais depressa.

O jogo em questão é o Astro Empires (http://www.astroempires.com/) mas a web está recheada de jogos para todos os gostos, desde um de vampiros (Bitegight), aos de ficção cientifica (OGame), aos de fantasia historica. A lista é enorme e permite man…

Finalmente o Outono

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E eis que o Outono nos bate à parte, com os dias a ficarem mais curtos e o frio a aparecer timidamente depois do sol se pôr. Gosto muito das cores do outono, dos amarelos pasteis e dos primeiros cheiros a lareira. Nesta altura sabe bem passear em Lisboa, sentir o tapete das folhas aos nossos pés, tomar um chá numa esplanada ou um irish coffee à beira rio.

Espero que este tempo se aguente mais uns dias, pelo menos até à primeira quinzena de Novembro. Tenciono gozar a minha próxima semana de férias a descansar no sossego de um monte alentejano e virado para o atlântico, no promontório de S.Vicente. Já estou na fase de contar os dias...

Daas Boot

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Vi-o a primeira vez numa série de 6 episódios que a RTP2 passou e fiquei viciado. Quando saiu o "Director's Cut" comprei o DVD na hora e às vezes dou por mim a rever bocados desta obra prima do cinema.

O filme retrata uma missão de um submarino alemão, numa altura em que a batalha do Atlântico já sentia o peso da tecnologia aliada e as tripulações germânicas eram cada vez mais novas e inexperientes. O actor principal é um jovem oficial da armada, jornalista na máquina de propaganda, que procura heróis numa guerra que começava a correr mal à Alemanha. O capitão era tratado como "o velho" - "der alte", apesar dos seus 29 anos e as faces imberbes dos recrutas contrastavam com a frieza dos veteranos.

Wolfgang Petersen realizou este filme num cenário semelhante a um submarino, criando um cilindro exíguo que recria o dia a dia dentro de um U-Boot. Baseado no livro de Lother- Gunther Bucheim - que também li - retrata com uma realidade impar o sofrimento e os m…

Bob Denard

Morreu Bob Denard, o mais conhecido mercenário do século vinte. Francês, esteve presente em mais de uma dezena de países durante os diversos conflitos que fervilharam na Àfrica do pós-segunda grande guerra.

Ganhou notoriedade na guerra civil do Congo, quando a peninsula do Catanga se quiz autodeterminar sob a liderança de Tshombé. Denard personificava o guerreiro romântico que lutava por uma causa, apesar de tudo se resumir a um negócio. Numa reencarnação dos Condottieri dos estados italianos da renascença, Denard liderou os seus homens em países como a Nigéria (na guerra da independência do Biafra), Rodésia (hoje Zimbabwe), Gabao, Yemen e Cabinda.

Sempre associado aos serviços secretos franceses, normalmente alinhava contra o "outro lado" da guerra fria, os governos ou movimentos suportados pela União Soviética ou a China. Derrubou o governo das ilhas Comores quatro vezes, onde chegou a viver como vice-rei e confidente do presidente que ele, e o governo françês, instalou.

Foi …

O clube dos poetas mortos

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Tive poucos filmes que me deixaram marcas tão fortes como este. Vi-o pela primeira vez em 1990, numa ida ao cinema incentivada pela minha professora de inglês do 12º ano. Numa altura em que estava prestes a decidir o que fazer na minha vida, que curso escolher e o que pretendia para o meu futuro, ver este filme alargou-me os horizontes e fez-me valorizar coisas diferentes.

A irreverência representada por Robin Williams na personagem do professor Keating deu a um conjunto de jovens da minha geração uma maneira diferente de olhar para os professores. Tive uma dose de "professores Keatings" desde o secundário à universidade, mas nas últimas semanas fui brindado por um professor diferente, um verdadeiro "O captain my captain".

Chocante para alguns, por algum vocabulário utilizado, hilariante para outros pela forma como expõe as ideias a discutir, criativo para muitos e provavelmente o professor que mais me faz pensar. O desafio de ontem foi pensar em como ser mais feliz.

Sonhos cor de rosa

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Tive um sonho muito estranho.

Sonhei que tinha pedido emprestado um valor significativo de dinheiro, para dar um empurrão na vida e começar a minha empresa. Sonhei que a entidade a que recorri era aquela onde, por acaso, o meu pai era presidente. Depois sonhei que a vida me correu mal e que o pedido de insolvência e consequente incapacidade de pagamento foi gerido por um advogado que, por acaso, é meu irmão. E no final acordei com um perdão de 12 milhões de euros e a consciência tranquila.

Sonhos parte 2: Deja vu.

Hoje ouvi uma 2ª notícia onde outro sonhador, também "cor de rosa", teve um perdão de juros na ordem dos 15 milhões de euros. E pensei, será que ele teve o mesmo sonho que eu?

Digna do argumento de um episódio de "O polvo", esta história tem muito de real. Se o rebranding tivesse sido outro talvez chamasse a este pensamento "Sonho azul bébé".

Os albuns da minha vida

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Encontrei este desafio num blog que costumo visitar e dei por mim a pensar quais os 10 albuns que mais marcaram a minha "educação musical". Como adoro concertos, alguns são "Live albuns" e a variedade de estilos é imensa. Não consegui ordená-los do 10º ao 1º porque é de facto impossível, mas estes são os meus eleitos:

Made in Japan - Deep Purple
O album ao vivo de referência, com uma performance excelente de musicos como Ian Paice, Ian Gillan e Ritchie Blackmore. As minhas aulas de piano tiveram alguma influência do grande Jon Lord.
A night at the opera - Queen
Um dos meus primeiros albuns em vinyl, o meu tributo a um dos melhores quartetos de sempre e a uma das melhores vozes masculinas que alguma vez ouvi.

S&M - Metallica com a orquestra de S.Francisco
Num projecto genial de Michael Kamen, ja falecido, o encontro de dois estilos produziram um album que não me canso de ouvir.
Live at Budoken - Dream Theater

A minha banda favorita num concerto divinal no Japão. Pena qu…

Vigarices do Estado

Apesar do Natal ainda vir longe, a Direcção Geral dos Impostos decidiu prendar-me com 2.300€ de IRS a pagar, por uma suposta mais valia do passado ano de 2006.
No sentido de alertar todos os leitores que passem por uma situação semelhante, fica o aviso que o decreto-lei que regulamenta o cálculo das mais-valias imobiliárias é dúbio e extremamente pesado para o comum contribuinte, beneficiando mais uma vez a fuga fiscal e o branqueamento de capitais. Passo a explicar.
De acordo com a lei, a mais valia de um imóvel é obtida da seguinte forma: valor de venda - valor do empréstimo a liquidar. Ou seja, um comum contribuinte que comprou uma casa por 100.000€ e a vendeu por 150.000€, se tiver um empréstimo com 90.000€ em dívida tem uma mais valia de 60.000€.
No mesmo exemplo, se a casa não tiver nenhum empréstimo associado a mais valia resulta da diferença entre preço de venda e preço de compra. Neste caso, 50.000€. Ou seja, o que está a dar é comprar a pronto - facto deveras fácil nos tempos …

E a tinta regressou

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Finalmente voltou a Liga Portuguesa de Paintball, agora com um rebranding "oficial" mas ao nível do costume. Estreei-me a jogar a 7 men e logo na divisão Pro, o nível é de facto mais exigente e o ritmo é mais puxado.

Os erros pagam-se caro e apesar de uma primeira volta a muito bom nível (7 vitórias em 8 jogos), na fase final as coisas correram menos bem e ficámos pelo 4º lugar. Soube a pouco, apesar de ser uma estreia auspiciosa.

Para os manos da tinta, aquele abraço. Foi um prazer voltar a jogar com voçes.

Republica

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Faltam apenas três anos para a que republica portuguesa celebre o seu primeiro século. Temos a 3ª republica mais antiga da Europa, a seguir a São Marino e a França, mas infelizmente não aprendemos com isso.

Sempre me identifiquei com o legado republicano, que atingiu o expoente máximo na França do século 18. Liberdade, Igualdade e Fraternidade, são principios que deviam reger o nosso dia a dia, na procura de uma sociedade melhor. No entanto, e à semelhança da religião, os homens conseguem estragar o que um punhado de heróis implantou.

Como curiosidade histórica, a maior democracia do mundo esteve em riscos de nunca o ser. Com o final da guerra da independência dos Estados Unidos, uma corrente temia que George Washington se proclamasse rei, dado o seu ascendente na vitória americana. Fiel ao seu ideal, Washington candidatou-se e foi eleito o primeiro presidente, mas a democracia foi salva.

Resta esperar que a vergonha seja o próximo principio a reger a nossa classe política, para bem da c…

Marés

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Na ultima semana aconteceu um pouco de tudo. Um colega e amigo despediu-se e mudou de ares,; um grande amigo vai rumar para terras escandinavas num novo desafio profissional e reencontrei uma antiga colega de emprego que não contactava há mais de dois anos.

Estas voltas que a vida dá, numa sucessão de marés e fases da lua, trazem-me à memória colegas e amigos quem perdi o contacto, numa altura em que o email e o telemóvel ainda eram ficção científica. Dou por mim a pensar como lhes corre a vida, se estão vivos e bem de saúde, se são felizes e se estão realizados profissionalmente.

Gostava de reencontrar alguns deles, relembrar velhos momentos e mostrar que foram importantes nas jornadas iniciais da minha vida. Resta esperar pelo desenrolar do destino, pode ser que os nossos caminhos se voltam a cruzar. Kismet...