Friday, April 20, 2007

Nacionalismos e afins

Nos ultimos tempos têm surgido umas notícias a respeito dos movimentos nacionalistas em Portugal. Começou com um outdoor no Marquês de Pombal, passou pela detenção de umas figuras da Frente Nacional e terá o seu corolário no encontro desta semana em Lisboa, que visa reunir representantes de diversos movimentos europeus.

Pelo evoluir das condições metereológicas depreendo que o S.Pedro não é apoiante desta malta, já que o sol de verão com que nos brindou durante toda a semana foi substituído por uma chuva chata e teimosa. Desta forma, os louros e espaúdos estrangeiros presentes nesta concentração não se irão deliciar com as esplanadas lisboetas.

Quanto ao fenómeno nacionalista em si e o seu (re)aparecimento, às vezes dá-me vontade de rir que em Portugal haja quem defenda o "Portugal para os portugueses". Não somos nós um país de emigrantes desde o Infante D. Henrique, não deixámos raízes por esse mundo fora? E o que dizer dos milhares que andam por essa Europa fora, pelos Estados Unidos, Canadá, Venezuela? Mas o mais curioso nisto tudo é assumirem a pureza da raça, quando aos olhos dos fundadores dessa ideologia os portugueses seria rotulados como "sub-homens", tirando a pequena percentagem de louros com olhos que nasce em terras lusas.

No contexto da Globalização, que escrevi anteriormente, esta forma de estar não faz qualquer sentido. Defendo que os emigrantes devem ser bem vindos, enquadrados socialmente e tratados de forma justa e isenta. No entanto, também defendo que não devemos ser brandos na forma como a marginalidade nestes grupos é tratado. De há uns meses para cá surgem cada vez mais casos de portugueses "deportados" dos países onde residiam ilegalmente, e nalguns casos, praticados crimes. Para estes devemos seguir o exemplo americano e canadiano, se não sabe em sociedade volta para a sua terra. Agora colocar a emigração toda ao menos nível é injusta e, acima de tudo, imoral.

Só espero que o S.Pedro brinde a convenção deste fim de semana com uma trovoada localizada, quiça alguma desta malta ganhe "energia positiva".

2 comments:

Dias... said...

O nacionalismo justifica-se Mestre, mas no nosso caso, nunca o nacional-socialismo. Teríamos que procurar outras teologias para defender politicamente os amantes da pátria que se pretendem sobrepor aos regentes da pátria de uma forma radical, mas a verdade é que como as coisas andam o nacionalismo se justifica nem que seja para “ajudar” os regentes da pátria a decidirem mais rápida e acertadamente p.e. seguindo os exemplos por ti dados da América do Norte.

Se eu não cumprir as regras dos soberanos da pátria p.e. não pagando os impostos, vou dentro! Por isso o mínimo que exijo de quem não respeita as regras dos soberanos da pátria p.e. não aceitando a democracia, é que seja preso e não ouvido preliminar ou preventivamente e solto horas depois para se ir apresentar num evento, A TODOS OS NÍVEIS ILEGAL a realizar nesta pátria que me pariu (como diria o Pensador brasileiro)

Aparte – “os portugueses seria rotulados como "sub-homens", tirando a pequena percentagem de louros com olhos que nasce em terras lusas”
Tenho imensa pena dos louros SEM olhos...

Abraço

Sem Naufragar said...

Epá, este movimento sim, dá-me um arrepio na espinha, nos pés, nas mãos, sei lá, arrepio-me TODA!
Ok, podemos ter opiniões diferentes. Mas como é que há cabeças que pensam e gritam à boca cheia que são contra a imigração?
Juro que não sei em que país vivem. E como é que se acredita que o melhor argumento é que eles "roubam" empregos aos portugueses? Quem é que acredita nisso?
Juro que devem viver como os burros, com palas com efeito de guia para o chão, ou como as avestruzes com a cabeça enfiada sabe-se lá onde?!
Das 2, 3: ou não têm ninguém na família que tenha emigrado (este caso existe?), ou se descolaram de tudo e todos (apresentam-se órfãos nas totais relações), ou então não sabem que o futuro do mundo (e para isto não é preciso ir a um astrólogo, basta estarem atentos ao mundo por si só ou saber um xiquito de história) passa pela TOTAL mistura dos povos.
De facto, Dias louros sem olhos, mulheres sem cabelo e muitos portugueses sem pele!