Thursday, November 15, 2007

Que futuro?

Num cenário em que faz sol em Novembro e a chuva teima em não cair, a incúria dos homens perdura no tempo. Vejo o ouro negro a atingir máximos históricos e relembrei-me de uma obra de ficção que li há mais de 15 anos: "A brigado do apocalipse", de Alfred Coppel.

Neste livro de 1981, escrito na ressaca da queda do Xá no Irão e a tomada de poder pelos Ayatollahs, o autor aborda um cenário onde a Arábia Saudita sofre o meu tipo de alteraçao política, colocando o mundo à mercê de um novo choque petrolífero. Na altura a alternativa mais viável é o combustível sintético, muito mais caro e economicamente pouco viável, sendo que um filantropo internacional planeia inundar de radiação o médio oriente para que o ocidente aprenda a viver sem o petróleo árabe.

Ficção à parte, onde o menosprezo pela vida humana e a forma como a politica internacional dos americanos é evidente, lembrei-me deste livro porque me ficou uma ideia que ultimamente me tem voltado à cabeça. O custo das energias alternativas sempre as colocou num patamar pouco competitivo face a um petróleo barato, na ordem dos 30-40 dólares. E que facilmente estes países podem asfixiar a produção de energias alternativas tornando-as mais caras face ao petróleo, manipulando os preços até matarem de vez com estes projectos.

No entanto, a ganância supera tudo e espero que esta alta de preços possa dar o "empurrão" necessário para a diversificação energética e a aposta em energias menos poluentes e mais eficientes. Com a vantagem da Europa não ficar nas mãos de presidentes que querem uma bomba nuclear, de pseudo ideólogos revolucionários que falam de peito cheio porque são um o principal produtor fora do médio oriente ou por um presidente americano com o qi reduzido que decide brincar às guerras porque lhe apetece deixar um legado. Bem negativo, por sinal.

Esperos que a velha Europa lidere esta 4ª revolução industrial, a da energia limpa, para bem de todos.

1 comment:

Dias said...

Sabes parceiro, já me tinha rendido ao tal asfixiamento das Majors a qualquer alternativa energetica, mas a verdade é que as alternativas já se encontram disponiveis a preços relativamente competitivos (viste o motor a imans? o veiculo já anda; temos cada vez mais veiculos a Gas; a electricidade assume-se nas motos asiaticas...)

All its not lost, remember the Alamo :)

Abraço