Tuesday, March 11, 2008

Scifi ou talvez não

Depois dos CCTV nas zonas críticas das cidades inglesas, eis que os súbditos de Sua Majestade perante uma nova descoberta que vai revolucionar o mundo da segurança e mudar para sempre as nossas vidas.

Cientistas ingleses descobriram um novo tipo de raio, invisível à vista desarmada e sem os efeitos nocivos do raio-x, que permite ver as pessoas sem roupa, detectando mais facilmente armas, explosivos ou outro tipo de objectos escondidos. Ao estilo Orwelliano de 1984, desta vez a aparente “nudez” vai passar a encher o imaginário de tudo o que é segurança ou agente da autoridade das ilhas britânicas, numa oficialização do voyuerismo instituído.

Dizem que os corpos não terão os detalhes das suas formas, apenas as silhuetas, e que a descoberta irá permitir um controlo mais eficaz de metropolitanos, aeroportos e estádios de futebol, garantindo a segurança de que frequenta os mesmos.

Ao ouvir a notícia lembrei-me os “Eles Vivem”, de John Carpenter, onde os aliens apenas eram detectados por quem usava uns óculos especiais, que conseguia distinguir os normais terrenos daqueles que assumiam a sua forma corpórea mas que eram constituídos de matéria. Lembro-me também dos filmes dos 80s ao estilo Porkys e afins, onde um tipo mais geek descobria uns óculos que despiam as miúdas, para alegria de toda a população masculina do liceu.

A descoberta está cá e veio para ficar, com coisas boas e más a seu favor. Mas não estranhem se, quando passarem em Heathrow, um estranho fardados vos oferecer flores. Se calhar viu alguma coisa que gostou…

2 comments:

Paulo said...

MEDO!

MUITO MEDO!

:|

Dias said...

Venha de lá esse futuro então...

e ver moçoilas desnudadas in vivo? que falta de seculo XXI, ou se vê no PC ou não vale a pena porque não adrenalizam.

Tecnologia que falhará por saturação de quem checka, imagina-te 4 horas seguidas a ver passar americanos tipicamente hiper-obesos desnudados? Que pesadelo...

Curiosa a referencia ao Carpenter, é um daqueles que fez realmente algo pelo cinema e poucos lhe concedem o devido valor.

Abraço