Tuesday, July 1, 2008

Notas soltas

Numa altura em que a música tende a ser cada vez mais parecida, em que fenómenos comerciais se resumem a uma figura curvilínea ou uma imagem trabalha, o virtuosísmo dos músicos passa para 2º plano. Para mim a música apareceu com 10 anos, com as aulas de piano e flauta tendo evoluído para as 6 cordas aos 14 e sido uma presença constante até aos 26, onde passei o saber apreendido a outra geração da guitarristas. Não há nada mais nobre que a música, podemos encontrar um tema que enquadre todos os nossos estados de espírito, desde o mais nostálgico ao mais contemplativo, do mais relaxed ao mais nervoso.

Mas para fim o clássico é a origem de tudo, já que muitos dos grandes músicos das décadas de 80 e 90 (a minha geração de ouro) se iniciaram com este percurso. E nada melhor do que o clássico para saborer os anos em que música me acompanhou, numa fusão perfeita entre o violoncelo de Yo-Yo Ma e os sons quentes de Piazzola.


2 comments:

Dias said...

Todos os anos, e ha muitos anos, marterizo a gang com o CD dos meus sons do ano que passou. Este ano, a contar contigo, faço para ai umas 12 copias :) o preço pode ser pagares o que deves!!

Toco pelo prazer criativo, aliás, como em quase tudo o que faço.

Toco pelo bem estar que consigo nas horas que crescem arte.

Toco porque a Musica, esse grande Amigo/a me pede para se dizer.

Toco... desde miudo, auto-descompositor.

Abraço classico

Miguel Ferreira said...

Mais um belos momento...
Como te compreendo. As bandas de culto acabaram. O culto hoje é o de quem tem mais dinheiro para investir no marketing de imagem e divulgação. E hoje aparecem bandas que até fazem crescer a esperança mas desaparecem num abir e fechar de olhos...
É a nossa tendencia! Destruir o que de melhor temos...