Monday, January 19, 2009

Cuidado...

A semana foi pródiga em casos e citações hilariantes, que animaram o pessoal aqui no oásis à beira mal plantado.

Ficámos a saber que os muçulmanos são levados da breca e que as moças portugueses têm que ter cuidado, porque "podem meter-se em trabalhos que nem Allah sabe onde vão acabar". Sendo Portugal um país francamente tolerante, apesar de manchado pela vergonha da Inquisição e da expulsão dos cristãos-novos, não me admiro que 500 anos depois ainda procurem nas outras religiões uns bodes espiatórios para a falta de fé em Portugal. Qual será o próximo alvo? Aceitam-se apostas...

Falando em fé, o nosso 1º começou a organizar as tropas para as próximas eleições, que vêm em catadupa durante 2009. Elas são Europeias, Autarquicas e Legislativas, num rol de tachos para uma elite que pouco produz e muito recebe. Quando se fala em eficácia e racionalização de custos, para quando um simplex à política? Agora a regionalização voltou à ordem do dia e adivinham-se mais uns cargos publicos para os mesmos de sempre. Se soubesse o que sei hoje, tinha sido um jotinha na universidade, isto é que é uma carreira de sucesso.

Falando em racionalizar dinheiro nestes momentos de vacas magras, lembro-me do TGV e da forma como o Governo se agarra a um compromisso político laranja para não abdicar desta ligação, que toda a gente vê que nunca irá ser rentável. Curiosamente, ontem vi que pela Easyjet podemos voar de Lisboa para Madrid por menos de 70€, ida e volta. A este ritmo, quando o TGV estiver concluído ainda vai ser utilizado como comboio de carga.

Resta cerrar o dente e deixar os dias passar, adaptando-nos à crise que afinal até chegou a Portugal (já vamos na 2ª rectificação do orçamento de 2009) e que o Zé dizia que Portugal estava imune. Cuidado, este senhor é mesmo perigoso...

2 comments:

Paulo said...

Como eu referi noutro blog: "este homem de deus não lembra ao diabo"...

Pratas said...

Coitados de nós, coitado de Portugal. Não temos Homens à altura para pegarem no país a sério.

Continuamos a jogar o jogo das percepções... joga-se com a cabeça quando não se tem coração.