Olhos de quatro patas

O mundo está virado ao contrário. Enquanto as prioridades das esquerdas nisto da igualdade de género quer colocar jovens de 16 anos a decidir sobre algo irreversível, ontem li que uma associação quer agir contra uma tia de Cascais por ter chamado a dois homossexuais um termo comum ao vernáculo luso.
Com todo o respeito pelas pessoas que são diferentes, também constatei após ouvir (mais uma) grande reportagem da TSF que em Portugal apenas existe uma escola de cães-guia, de onde saiem anualmente entre 12 a 18 animais treinados, que durante cerca de uma década são os olhos do seu “dono”, pois os animais são propriedade da escola.
Percebi na referida peça que o atual problema é a substituição de animais, pois a reforma é um direito destes canídeos, e que há pessoas a aguardar mais de um ano por um companheiro que lhes restitui o dom da “visão”. 
Com tanta gente a defender a igualdade de direitos, fico perplexo com tanta preocupação na discussão da pilinha e do pipi e constato que, de facto, os invisuais são pouco considerados pela sociedade em geral e pelo poder político em particular. Provavelmente porque valem poucos votos, não fazem parte de grupos de lobby social e a quem falta presença no mundo digital. Valem poucos votos, agitam poucas águas logo são remetidos para um nível de prioridade baixa.

Obrigado à TSF pela partilha, isto é serviço público, só espero que se sensibilize mais a sociedade.


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